Mulher Teologando

sábado, 25 de julho de 2015

Divórcio entre evangélicos dobra nos últimos anos. Veja opiniões de Pr. Josué Gonçalves X Caio Fábio






Estou compartilhando essa matéria porque  gosto muito das palavras sábias do pastor Josué Gonçalves .

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de divórcios no Brasil aumentou nos últimos dez anos. A afirmação é com base no Censo de 2010.
Entre os brasileiros a proporção de pessoas divorciadas quase dobrou, passando de 1,7%, em 2000, para, 3,1%, em 2010. Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal apresentam os maiores valores deste indicador. O Maranhão é o Estado com menor proporção de pessoas divorciadas com apena 1,2%.
As estatísticas no caso de evangélicos não é tão diferente visto que a cada ano, o número de divorciados dentro da Igreja só aumenta.

Segundo especialistas de ministérios da família como Pastor Josué Gonçalves, o aumento da taxa de divórcio não tem “causa única”, mas faz parte de um conjunto de fatores que devem ser analisados a luz das Escrituras Sagradas.
Para o pastor, algumas das muitas causas do aumento do número de casais que estão se separando são: a banalização do casamento como instituição divina; o hedonismo; a falta de modelos dignos para seguir, ou seja, muitas vezes o casamento dos pais é uma péssima referência; a mídia fazendo todos os dias apologia do adultério; a falta de orientação pré-conjugal; a falta de espírito de perdão; a imaturidade dos casais, etc.
“A solução para diminuir essa taxa de divórcio e mudar o quadro que está tanto fora como dentro dos portões da igreja, é continuarmos fazendo todo investimento possível na estruturação e fortalecimento da família (Salmo 127), a orientação dos nossos filhos (Deuteronômio 6) e um trabalho preventivo com os jovens que estão para se casar. O papel da igreja com os seus conselheiros é fundamental para que os casamentos sejam fortalecidos e os doentes sejam curados. Não existe outra saída que exclua a igreja da sua responsabilidade como portadora da mensagem transformadora do Evangelho”, frisou pastor Josué Gonçalves.



Uma das análises mais comentadas sobre o divórcio é de autoria de Caio Fábio que apesar de ser divorciado se diz totalmente desfavorável ao divórcio. Entenda:

Eu sou um homem divorciado. Tem gente que pensa que porque me divorciei eu advogo o divórcio. Pelo amor de Deus! O divórcio é uma droga, é horrível. Dói nas entranhas, arrebenta você todo. Só advoga o divórcio quem nunca provou um ou quem passou por um divórcio da maneira mais leviana possível. Porque não basta que a Palavra nos diga que o divórcio é apenas uma amputação para salvar o ser de uma doença maior, e é só em casos extremos que se recorre a ele como medicina, mas não é, de modo algum, uma proposta de existência. Não significa: “Olha, se não deu certo, parte pra outro, e vai partindo, vai partindo…” Não. O indivíduo tem de fazer o possível para salvar o que tem. Só não dá para ficar se não der para suportar; se a alma estiver morrendo! Isso é uma coisa. Outra, porém, é fazer do divórcio uma proposta de vida. Quem faz dele uma proposta de vida é, em geral, aquele indivíduo que tem uma determinada condição pessoal e quer justificá-la. Então cria uma doutrina para justificar sua condição pessoal e sua doutrina passa a ser um ensino que induz outros para a mesma coisa. E isso é um perigo terrível! E cada um precisa tomar muito cuidado, prestar muita atenção — porque a tentação da autojustificação é enorme — para não fazer com que a sua condição de fragilidade pessoal ou da sua natureza se transforme num projeto de sedução para os outros. Se você tem o seu problema, viva o seu problema. Não transforme o seu problema numa causa.

 FONTE: http://colunas.gospelmais.com.br/divorcio-entre-evangelicos-dobra-nos-ultimos-anos-veja-opinioes-de-pr-josue-goncalves-x-caio-fabio_7674.html
Por Raquel Elana em 30 de dezembro de 2013

sexta-feira, 24 de julho de 2015



A verdade e as miopias

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Miopia é uma anomalia da refração ocular que faz com que a visão à distância seja comprometida. Falta nitidez, clareza, certeza na visão de um objeto.
O poeta Carlos Drummond de Andrade fala sobre a miopia em um belo poema em que descreve as dificuldades de encontrar a verdade.
A porta da verdade estava aberta

mas só deixava passar

meia pessoa de cada vez.


Assim não era possível atingir toda a verdade,

porque a meia pessoa que entrava

só conseguia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade

voltava igualmente com meio perfil.

E os meios perfis não coincidiam.


Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.

Chegaram ao lugar luminoso 

onde a verdade esplendia os seus fogos.

Era dividida em duas metades

diferentes uma da outra.


Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.

Nenhuma das duas era perfeitamente bela.

E era preciso optar. Cada um optou

conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
(Drummond)
A verdade é profundamente desafiadora. Conhecer a verdade requer muito cuidado, muito respeito, muita determinação. Vivemos tempos fugidios, fluidos, pouco reflexivos. Acreditamos na primeira história que nos contam. Aceitamos, passivamente, a primeira impressão que alguém foi capaz de criar em nós. Não conhecemos e não gostamos de fulano. Não lemos e desprezamos o livro ruim de certo autor. Nunca o vimos e descrevemos com detalhes o que nos incomoda no outro. Não é estranho? Não é pouco racional termos opinião sobre o que não tivemos tempo de conhecer?
A informação rápida nos rouba, desprevenidos, a chance de nos aprofundarmos. Ouvimos uma notícia e, imediatamente, nos prostramos como seus servos necessitados de propagá-la. E o fazemos sem o crivo da verdade. Mas o que é a verdade? Como entrar por sua porta, como queria o poeta, e conhecê-la? Como fazer uma opção sabendo que os caprichos, as ilusões e a miopia nos acompanham nessas escolhas?
Vejam a responsabilidade que tem um juiz ao julgar, tendo como objetivo maior a concretização da justiça. A responsabilidade que tem um jornalista quando ouve um relato e precisa decidir se há verdade ou não. Quando sabe que, de seu teclar, vidas poderão ser atingidas. Um marido que fica sabendo da vida paralela de sua mulher. Será verdade? Quantas histórias de amor acabaram por interferências mentirosas de terceiros?
No domingo passado, fui assistir a um filme, "Os Olhos Amarelos dos Crocodilos", que traz o tema da verdade com um enredo muito bem escrito. Fui com uma amiga jornalista. Saímos e fomos prosear sobre a verdade. Fiquei feliz ao ver sua preocupação com a vida dos outros, com os erros que a imprensa comete quando descuida da ética e da perseguição implacável pela verdade. Quando o que perseguem é alguém, por interesses menores, pouco honestos. Porque, também na imprensa, há ausência de ética. Disse-me ela que os jornalistas deveriam  lembrar os sonhos que os motivaram a ingressar em uma profissão tão essencial para a verdade. Para a defesa dos que não têm voz. Para ser a porta aberta àqueles que, sozinhos, não chegariam a lugar algum. Enquanto nos alimentávamos da conversa e de uma boa massa, o garçom que nos atendia explicou que, "para falar a verdade", o abacaxi, sobremesa que havíamos escolhido e perguntado se estava doce, não estava tão saboroso.  Eu brinquei dizendo que era bom saber que ali morava a verdade. Ele sorriu e disse que não adiantaria mentir, pois logo descobriríamos. Como é bom quando se tem a esperança de que a verdade não tardará a chegar. Quantas dores seriam evitadas, quantas injustiças seriam minimizadas com a sua chegada.
Míopes somos nós quando acreditamos em algo que não conhecemos. Quando nos convencemos, utilizando os argumentos mais duvidosos, apenas para insistir em nossa teimosia. É melhor não dar opinião do que opinar irresponsavelmente. No filme "Os Olhos Amarelos dos Crocodilos", os que optaram por uma vida errática não se deram bem. Prefiro acreditar que na vida real pode ser assim. Que o mal não vence o bem, que a mentira não prevalece sobre a verdade, que os que respeitam o outro acabam compreendendo que assim é que se faz para se ter felicidade, paz.
Viva a verdade. Quanto à miopia dos olhos, há remédio: cirurgia, óculos, lentes de contato. Já a miopia da alma, essa dá mais trabalho de curar.
Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 12/07/2015